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Eu não me ajoelhei diante de ti, mas diante de toda a dor humana.



"Certamente ainda não posso me prientar, porque sou fraco demais em carácter e em espírito. A paixão me cega porque só tenho uma coisa em mira"
(Gavríl Ardaliónovitch em "O Idiota" de Dostóievski)

A dor do fiasco passou mas decisões surgiram dela. Eu achei tantas vezes que finalmente havia encontrado o meu lugar, o meu ambiente e nele as pessoas que me faziam bem.
De novo eu vejo que talvez eu tenha me enganado e que novamente eu quero me afastar. Infelizmente, eu sei, não é possível me apagar da memória de alguns (e com isso o meu ser ficar em "paz").
Eu quero realmente me achar.

Sempre dizem que ser exigente é bom entretanto eu não suporto mais ser tanto e ver defeitos em todos! O que adianta construir idealizações que provavelmente não sairão da minha cabeça?
Eu não quis(e não quero) me entregar às malditas sentimentalidades, malditas e malditas. Todos a minha volta encontraram aquele famoso "alguém" que lhes ocupa o tempo e a cabeça. E eu tenho quem?
E é com essa "solidão" que eu tenho que me encontrar e encontrar o meu ambiente, é a minha "prova de fogo"...

The Walk. Lady with a Parasol. 1875. Oil on canvas. Claude Monet.



Escrito por Carla às 06h22
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