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Eu não me ajoelhei diante de ti, mas diante de toda a dor humana. "...De subito agachou-se rapidamente e, ajoelhando-se no chao, beijou-lhe os pes. Sonia, assustada, afastou-se dele como de um louco. E, de fato, ele tinha todo o aspecto de um demente. Acredito que pelo nome do blog (noites brancas) e pelo fragmento acima pode-se perceber uma das minhas grandes paixões: Dostoiévski. Possuo algumas paixões e por elas, quando as sinto, enlouceço, fico sem ar, ar! Toda a história e literatura russa me fascinam de forma curiosa, talvez pela ligação desse país com tantos sonhos, sonhos de milhares...Engraçado como diferentemente me atrai a França, tanta beleza e glamour. É assim que eu sou, "duas personalidades" fundidas, uma antítese; tantos sonhos de poder ver a igualdade social, lutar por isso a qualquer custo mas uma sonolência imensa! Daí talvez ter surgido tão grande fascínio pelo viciado-epilético-gênio(!) Dostoiévski; a profundidade psicológica de suas personagens e seu conflitos morais tão lancinantes, aquela loucura que te faz passar respirá-lo. Raskolhnikov, é impossível conhecê-lo e pensar: eu sou um homem ou um piolho? Eu tenho atrevimento? E se eu for ordinária, será que eu terei alguém que me redima? Eu tenho atrevimento? Eu faço tantos malditos planos, mas realiza-los-ei? Eu matarei a minha usuária? Talvez eu seja um Alexei Ivanôvitch ou um Míchkin. "Aí está o fato do que significa às vezes o último florim!"; mas eu não quero chegar ao meu último florim p/ tentar me realizar; peut-être eu tenha ânsia demasiada. Alors, eu e meus pensamentos entrecortados (eu devia arranjar o que fazer). "Chamam-me de psicólogo; não é verdade, sou apenas um realista no mais alto sentido, ou seja, retrato todas as profundezas da alma humana." (Dostoievski) Escrito por Carla às 08h30 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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