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Eu não me ajoelhei diante de ti, mas diante de toda a dor humana.



"O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eternidade..."
Shakespeare


Escrito por Carla às 22h39
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acho que eu sou uma eterna indecisa. e uma eterna infeliz. sempre insatisfeita, e quem dera ser a insatisfação das pessoas "normais". as coisas me escapam pelo dedos enquanto e por culpa da minha cabeça que dá milhões de voltas e cria milhões de teorias. será que eu vou ser sempre uma pessoa tão sozinha? acredito que algumas pessoas estão fadadas a isso...

e são tantos motivos para querer fugir. não suporto a pressão que fazem ao meu redor, por mais que ela seja feita com boa intenção. eu não quero mais conselhos, eles só fazem atiçar o meu orgulho e me deixar louca. eu já soltei a mão de tantas pessoas, porque eu tinha tanto temor. quando eu olho para trás e lembro de determinadas pessoas, eu sinto tanto. e, hoje, distância.

eu não sei o que eu quero mas, agora, alguém segure a minha mão e não me deixe querer soltar...



Escrito por Carla às 20h43
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É Emmanuel, você estava certo! Só assim dá para perceber o que é real e o que é simplesmente, tão só simplesmente, imaginação.

Escrito por Carla às 20h07
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É incrível como às vezes acontecem umas coisas inesperadas e do nada você começa a pensar umas coisas "loucas"; o pior, no entanto, é quando essas coisas "loucas" estão relacionadas com terceiros, e é tão difícil saber agir com as outras pessoas, é impossível prever o que elas pensam de nós. Estes dias eu pude pensar muito sobre aquela famosa frase que diz que é melhor fazer, mesmo havendo a possibilidade de dar errado, do que não fazer e ficar se arrependendo depois. Mas eu ando questionando muito isso, não sei se talvez seja porque eu sou o tipo de pessoa que viva em constante defesa e que não goste muito de errar ou ter seus planos estragados. Normalmente eu costumo eliminar minhas fantasias com relação à terceiros. Agora,neste mês,eu decidi arriscar, mas, sinceramente, eu só consigo pensar que vai dar errado ou que eu vou perder meu tempo (porque o dinheiro eu acho que já perdi), e se não der errado, pode dar certo somente por um dia, seja como for eu não posso voltar mais atrás e não sei como parar de pensar (assim seria bem mais fácil). É incrível como nós, seres humanos, somos passíveis desta dependência, é de dar ódio.



Escrito por Carla às 21h12
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Depois de um mês de felicidade sublime...eu volto a essa rotina. Mais feliz por ter visto o que eu sempre sonhei em ver mas menos feliz por ter conhecido e amado tanto e voltar para toda esta "imperfeição"!

Escrito por Carla às 14h02
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Cinzas de Edward Münch.

A vida é desesperadora, e nós tornamos tudo cinzas. Será que os meus sentimentos são reais? Eu os controlo, por isso não me enlouquecem, mas será que existem ou são inventados? Onde foi parar a minha capacidade de ter taquicardia? Com ou sem taquicardia, eu quero pegar o avião e ir atrás de você, F.....

Parece piada, mas no depois do dia seguinte eu não sinto mais essa "compulsão"! C'est tout false? Ou Je veux de tout les façon sentir deneuve?



Escrito por Carla às 19h52
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Fiquei muito feliz com os comentários do Emmanuel, do Alexandre e do Sucos Mais (Hhiaihahia)! Que bom que ao longo da nossa vida a gente conhece tanta gente boa como vocês; pena, contudo, que alguns morem tão longe. Mas acreditem, o dia que eu ganhar meu dinheiro eu irei sempre sair pelo mundo "fazendo visitas"!! Hahaha...também espero recebê-las!

Hoje faltam 13 dias para eu conhecer o lugar dos meus sonhos: Paris! Espero sobreviver ao frio...e voltar muito mais apaixonada!

Road with cypress and star- V. Van Gogh.jpg



Escrito por Carla às 15h03
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"Красота спасет мир" (F. Dostoievski)

Meu deus, como nós podemos ser sempre tão estúpidos?  Seja como for eu não me incomodo com as pessoas e sim com as situações! Eu sempre prezo pela minha razão, sempre sempre sempre; em momentos de carência emocional, entretanto, a gente sempre tenta se agarrar a loucuras que nossa cabeça inventa! Mas bem...eu fiz o possível. Eu sempre faço o possível, mas também me prometi nunca mais sofrer por ninguém, então eu sempre exijo e vejo defeitos demais, quando as pessoas me agradam, bem, eu até que tomo o mínimo de atitudes, só que eu ainda me vejo presa à moral. O meu orgulho...ele é essencial, são os meus pés no chão.

Esse carnaval foi ótimo, o primeiro carnaval da minha vida, mas em alguns momentos eu me senti tão feia, tão eca! Minha pele com alergia, ressecada, aquele sol na minha cara, não usar maquiagem, meu cabelo desgrenado, será que são minhas "armas externas" que me dão segurança? Dostóievski acreditava que não existe razão sem amor e assim aprendizado sem amor. Raskolhnikov  não se arrependeu do seu crime mas da sua fraqueza e só aprendeu e se redimiu através do seu sofrimento e do seu amor por Sônia. Eu procuro o meu momento de júbilo, como o sonhador, aonde ele está? Eu não quero mais sofrimento! Eu sei, eu sei, eu sou tão nova...

 



Escrito por Carla às 22h20
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       Reli muitas vezes essa carta, as lágrimas rolavam de meus olhos. Por fim ela caiu de minhas mãos, e cobri o resto.                                                                                                                                            

- Querido! Ora, querido!  - começou Matriôna.                                                                                         - O quê, velha?                                                                                                                                  - Eu já tirei toda a teia de aranha do teto, agora você já pode casar, convidar umas visitas, agora mesmo...     

Olhei para Matriôna...Era uma velha ainda jovem, bondosa, mas, não sei por quê, de repente ela me apareceu com o olhar apagado, com rugas no rosto, encurvada, decrépita...Não sei por quê, pareceu-me de repente que meu quarto envelhecera tanto quanto a velha. As paredes e o piso haviam perdido a cor, tudo se apagara; as teias de aranha tinham se proliferado. Não sei por quê, quando olhei pela janela, pareceu-me que a casa em frente também ficara decrépita, apagada, que o reboco das colunas tinha descascado e caído, que as cornijas estavam enegrecidas e rachadas, e que as paredes, de um amarelo forte e brilhante, estavam todas manchadas...

        Ou então um raio de sol, tendo surgido subitamente por detrás de uma nuvem, escondeu-se outra vez atrás de uma nuvem escura, e outra vez tudo se apagou aos meus olhos; ou talvez diante de mim tenha surgido por um instante, inóspita e triste, toda a perspectiva do meu futuro, e eu me tenha visto assim, como sou agora, exatamente daqui a quinze anos, envelhecido, neste mesmo quarto, sozinho, com esta mesma Matriôna, que depois de todos esses anos não se tornou nem um pouco mais inteligente.

         Mas lembrar-se daquela ofensa, Nástienka! Erguer uma nuvem escura sobre a sua felicidade clara e serena; levar tristeza ao seu coração, acusá-lo e fazê-lo amargar um remorso secreto, obrigando-o a bater tristemente num momento de júbilo; pisar uma só das flores ternas que adornarão suas madeixas negras quando for com ele ao altar...Oh, nunca, nunca! Que seja claro o seu céu, que seja luminoso e sereno o seu lindo sorriso; abençoada seja você pelo momento de júbilo e felicidade que concedeu a um coração solitário e agradecido!

          Meu deus! Um momento inteiro de júbilo! Não será isso o bastante para uma vida inteira?...

(Noites Brancas - F. Dostóievski)



Escrito por Carla às 22h26
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"Seja como os pássaros que,
ao pousarem , um instante,
sobre os ramos muito leves,
sentem-nos ceder, mas cantam!
Eles sabem que possuem asas".
 

(Vitor Hugo)

É, aqueles dias felizes passaram e eu fiquei triste no primeiro dia depois da partida...mas eu aprendi a me recuperar rápido, quem sabe a ser um pouco insensível. Essa é uma lição que todos deveriam aprender: ter auto-controle! Claro sobre os nossos sentimentos isso não é fácil, é um trabalho lento e gradual que deve ser reforçado a cada dia na cabeça (se esta for a opção escolhida). Eu escolhi essa e até que apareça alguém que passe por todo meu crivo de exigências (que infelizmente não é proposital) e que more perto de mim eu continuarei me agarrando a isso!

    Eu estou super anciosa, finalmente eu vou realizar meu grande sonho e faltam menos de 2 meses! Quando chegar mais perto eu escreverei tudo aqui...mas eu estou devaneando a toda hora! :)



Escrito por Carla às 21h48
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Pronto, se depender da "virada" meu ano será péssimo! Que confusão incrível na praia, quanta gente e para piorar minha mãe decidiu ir atrás do meu irmão e tive que andar e atropelar várias pessoas à frente. Que raiva! A única coisa boa que consegui foi ver os fogos ouvindo "The Final Countdown". Espero que apesar desse começo as coisas continuem bem e que eu possa realizar meu grande pedido de reveillon!

E as aulas começam segunda, já me sinto até deprimida. Espero me re-acostumar com a rotina da universidade e acordar às 6:30h! Nããããããããão...e aqueles trabalhos chatíssimos? Entretanto, segunda também vou dar início aos meus planos, e eu vou conseguir...

Ademais, feliz ano novo para todos!



Escrito por Carla às 02h10
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Um ótimo Natal para todos. Espero que vocês comam bastante e ganhem muitos presentes; eu não sou muito fã de Natal devido àqueles "lenga-lengas" de sempre mas a ceia é do "balacobaco"! E depois aqui vai ter SUBSTATION por 25 horas seguidas!!!

 



Escrito por Carla às 20h40
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"Born outta passion
To a world gone cold
Ya wear it on your shoulders
It's a heavy, heavy load I know
Love and its emotions
Come knocking at your door
Young hearts will be broken
And time's the only cure

Young hearts better hold on
Beyong the innocence
Your youth is gone
So look in your mirror
It'll tell you the truth
Don't waste your life away
Thinking about yesterday's blues"
  (Sambora/Marolda)

Como escreveu o Mestre Sambora, ficar pensando e repensando nas tristezas passadas só vai me fazer perder a minha juventude! Quantas decepções todos nós já passamos, eu mesma já passei por tantas e hoje sou tão mais forte em certos aspectos. Não pensem vocês que todas essas minhas anteriores lamentações foram lamentações de carácter romântico, acho que eu estou/estava mais para questões existênciais! Saber o que eu quero, o que eu posso, o que eu tenho coragem, quem eu quero perto de mim, perguntas que (claro!) eu sempre me fiz e agora faço mais do que nunca. Saber o que eu busco já é uma coisa bem mais para frente...

As aulas da UFAL já já recomeçam e minha rotina vai voltar àquela velha correria, vou ter que estudar tudo que eu não estudei durante o ano e dormir bem menos. Só de pensar dá um cansaço; vamos pensar nas coisas boas então! Decisões, decisões, são tantas! Quem dera eu ser tão sábia quanto o princípe Míchkin; já que eu não sou o que eu faço é fechar os olhos e me imaginar em 1988 num show do Danger Danger gritando "Bang bang" ou "Naugthy Naugthy", ou num do Mr. Big vendo aqueles gênios da música! Aff...só de pensar!! =D

Obrigada Daniel e Estevam pelo dia, pelo filme (que eu levei!) e pela comida!!!

 



Escrito por Carla às 01h54
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 "A beleza salvará o mundo." (F. Dostóievski)

Eu fico impressionada com a quantidade de pessoas que gostam de tentar pôr os outros para baixo, e o pior que quase sempre é gente que não enxerga o próprio umbigo!

 



Escrito por Carla às 00h53
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"Certamente ainda não posso me prientar, porque sou fraco demais em carácter e em espírito. A paixão me cega porque só tenho uma coisa em mira"
(Gavríl Ardaliónovitch em "O Idiota" de Dostóievski)

A dor do fiasco passou mas decisões surgiram dela. Eu achei tantas vezes que finalmente havia encontrado o meu lugar, o meu ambiente e nele as pessoas que me faziam bem.
De novo eu vejo que talvez eu tenha me enganado e que novamente eu quero me afastar. Infelizmente, eu sei, não é possível me apagar da memória de alguns (e com isso o meu ser ficar em "paz").
Eu quero realmente me achar.

Sempre dizem que ser exigente é bom entretanto eu não suporto mais ser tanto e ver defeitos em todos! O que adianta construir idealizações que provavelmente não sairão da minha cabeça?
Eu não quis(e não quero) me entregar às malditas sentimentalidades, malditas e malditas. Todos a minha volta encontraram aquele famoso "alguém" que lhes ocupa o tempo e a cabeça. E eu tenho quem?
E é com essa "solidão" que eu tenho que me encontrar e encontrar o meu ambiente, é a minha "prova de fogo"...

The Walk. Lady with a Parasol. 1875. Oil on canvas. Claude Monet.



Escrito por Carla às 06h22
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